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A computação em nuvem já é uma realidade e qualquer profissional ou trendhunter sabe que sua imagem é bastante agradável; será nossa base próxima de armazenamento de dados. Encontro inúmeros pontos positivos nela mas claro que não descarto dados fora da nuvem, privados, carregados num pequeno pendrive com alto armazenamento.
Desde que o streaming se tornou realidade, baixar músicas tornou-se rotina de usuários 1.0 que ainda tem paciência de esperar para ouvir ao invés de ouvir baixando. É aí que o Grooveshark entra.
O Grooveshark nada mais é do que um aplicativo feito em Flash que simula um player de áudio e engloba funcionalidades de rede social que, infelizmente, são pouco usadas mas são fundamentais na função Rádio.
Com a disseminação do Chrome OS e futuros derivados (OS 2.0), os aplicativos online terão uma potencialidade e usabilidade gigantesca substituindo assim necessidade de alto padrão de hardware, barateando custos, massificando consumo e popularizando a nuvem.

Existem poréns: um viés existente refere-se ao Flash vs Apple que está ausente no iPhone e iPad que impulsiona o HTML 5 em defesa do argumento de que o Flash trava. Enquanto isso, o Google experimenta o HTML 5 no Youtube e faz acordos com a Adobe.
Não tenho dúvidas de que o Grooveshark é o candidato ideal para um Chrome Audio Player mas imagino que os problemas com gravadoras e direitos autoriais sejam um impecilho para essa aquisição mais do que óbvia.
Já é de um tempo que venho acompanhando o Grooveshark e suas ações de marketing e publicidade. A última do momento refere-se ao lançamento do álbum Heligoland do Massive Attack que pode ser ouvido gratuitamente no site, baixá-lo, possuir links para twitter, facebook e, claro, gravadora e selo.
Não estamos próximos do fim de programas usuais como os vemos hoje mas, estamos próximos de uma era em que os aplicativos online gratuitos terão propagandas ao estilo do Grooveshark nos OS 2.0 e, infelizmente, nem sempre o conteúdo publicitário será tão bom quanto o novo álbum do Massive Attack - Heligoland.

imagem de inspiração: http://migre.me/Guel
Nos findos tempos da vovó de interior em que “salvar” ainda era “acenar ou dizer oi”, sair de casa e andar ouvindo uma bela música só ocorria com uma vitrola de corda no ombro andando como formiga: se balançar, a agulha pula; se tropeçar, o vinil risca.
Quando criança costumava patinar, era incrível a liberdade do vento e a adrenalina que dava em correr por entre centenas de pessoas aos sábados durante horários de pico em shoppings; poder filmar uma fuga dessas então só era possível carregando uma câmera pesada que funcionava com fita cassete e alguns fios ou, com sorte, uma bateria maior do que um iphone.
Na época em que XP era mais que milênio (ME), já haviam oportunidades de fazer isso com um celular sem muita dificuldade pesando pouco mais de um x-salada e, inclusive, salvá-las no computador de casa. Os menos entendidos criavam um servidor apache e deixavam o computador torrando linha telefônica em tempos sem pulso único pra mostrar aos outros seus arquivos em árvore.
Nos tempos modernos em que “Restart” já não é mais apertar o reset no Playstation (1) ou levantar o botão roxo do Snes e sim uma banda adorada pelos mais infames: existe a chamada nuvem, ou computação em nuvem.
Acessar dados e ter um hd móvel só serve aos mais aficcionados que ainda precisam da posse dos bytes da informação em mãos. (Um alô e aquele abraço aos marxistas!)
A nuvem proporciona guardar seus arquivos na rede e acessar seus dados de aparelhos cada vez mais nanométricos de qualquer lugar do espaço sideral. Mas isso é no futuro, por enquanto ainda só podemos acessá-los da Terra e em sua órbita.
Eu me pergunto: Depois de árvore e nuvem vem o quê?
Isso me dá calafrios em pensar que: nos tempos em que eu for um vovô, será que os meus netos saberão o que foi um futgogo ou que o Grafite não estava no álbum da copa do mundo de 2010? Quem sabe se o que ainda é tendência e chamo de nuvem será superada por uma outra coisa ainda mais alta? Ou então, ao invés de acessarmos nossos dados, serão eles quem nos acessarão em momentos oportunos? Disso tiro três conclusões:
No final, na época em que farmácia perder o acento por uma re-reforma ortográfica entre os países de língua portuguesa e não houver nada alto o bastante, chamarão os dados de Deus; saberão que houve uma época em contato com árvores e que nuvens ainda eram vistas e, por fim, terão vontade de ter sido um dos três abençoados que conseguiram nascer em Woodstock, o verdadeiro.
Viva o bom e velho roquenrou!
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