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por @yanblah
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“um passo em falso e você caiu em outro lugar!”

(chico science)


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“Jamais bom dia, boa noite, bom ano. Jamais obrigado. Jamais a necessidade de falar. Tudo continua mudo, distante. É uma família talhada na pedra, petrificada numa solidez sem nenhum acesso. A cada dia tentamos nos matar, matar. Não só não nos falamos como também não olhamos um para o outro. A partir do momento em que nos vemos já não somos capazes de nos olhar. Olhar significa um movimento de curiosidade, favorável ou não, uma fraqueza. A pessoa observada não vale esse olhar. É sempre desonroso. A palavra conversação é banida. Creio que é essa a melhor definição da vergonha e do orgulho. Toda comunidade, familiar ou não, é para nós odiosa, degradante. Estamos juntos na vergonha de sermos obrigados a viver a vida. Aí está a parte mais profunda de nossa história em comum, somos os três filhos dessa pessoa de boa fé, nossa mãe, assassinada pela sociedade. Estamos à margem dessa sociedade que levou minha mãe ao desespero. Por causa do que fizeram a nossa mãe, tão amável, tão confiante, odiamos a vida, odiamos a nós mesmos.”

(Marguerite Duras - O amante, 1984)


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“Lost in translation, again.”



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“Comecei a compreender que não havia nenhum meio de retificar a imagem de minha pessoa, desqualificada por um tribunal supremo dos destinos humanos; compreendi que essa imagem (mesmo sendo pouco verdadeira) era infinitamente mais real do que eu mesmo; que ela não era de maneira alguma minha sombra, mas que eu era a sombra de minha imagem; que não era possível acusá-la de não se parecer comigo, mas que era eu o culpado dessa falta de semelhança, enfim, era minha cruz, cruz que eu não poderia confiar a ninguém e que eu estava condenado a carregar.”

(Milan Kundera - A Brincadeira - 1967)


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“Uma onda de raiva contra mim mesmo me inundou, raiva contra minha idade de então, contra a estúpida ‘idade lírica’, em que somos a nossos olhos um enigma grande demais para que possamos nos interessar pelos outros enigmas que estão fora de nós, em que os outros (mesmo os mais amados) são apenas espelhos móveis onde encontramos, espantados, a imagem de nosso próprio sentimento, de nossa própria emoção, de nosso próprio valor.”

(Milan Kundera - A Brincadeira - 1967)


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sobre:
A idéia por trás deste blog é ilustrar em torno do que elucubra por natureza e imediatamente apetece. Demonstrar através de beings, imagens e pensamentos, um olhar lúdico que por um espasmo surge com criatividade. O objetivo é tirar do senso, desrobotizar padrões e comportamentos, colidir a cultura de massa, iluminar tendências 1 e 2.0, suscitar o design como arte, a música como expressão e não produto e, por fim, apresentar minha entrega à poiesis.
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