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por @yanblah
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“Comecei a compreender que não havia nenhum meio de retificar a imagem de minha pessoa, desqualificada por um tribunal supremo dos destinos humanos; compreendi que essa imagem (mesmo sendo pouco verdadeira) era infinitamente mais real do que eu mesmo; que ela não era de maneira alguma minha sombra, mas que eu era a sombra de minha imagem; que não era possível acusá-la de não se parecer comigo, mas que era eu o culpado dessa falta de semelhança, enfim, era minha cruz, cruz que eu não poderia confiar a ninguém e que eu estava condenado a carregar.”

(Milan Kundera - A Brincadeira - 1967)


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“Uma onda de raiva contra mim mesmo me inundou, raiva contra minha idade de então, contra a estúpida ‘idade lírica’, em que somos a nossos olhos um enigma grande demais para que possamos nos interessar pelos outros enigmas que estão fora de nós, em que os outros (mesmo os mais amados) são apenas espelhos móveis onde encontramos, espantados, a imagem de nosso próprio sentimento, de nossa própria emoção, de nosso próprio valor.”

(Milan Kundera - A Brincadeira - 1967)


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“a maioria das pessoas se entrega à miragem de uma dupla crença: acredita na ‘perenidade da memória’ (dos homens, das coisas, dos atos, das nações) e na ‘possibilidade de reparar’ (os atos, os erros, os pecados, as injustiças). Uma é tão falsa quanto a outra. A verdade se situa justamente no oposto: tudo será esquecido e nada será reparado. O papel da reparação (tanto pela vingança quanto pelo perdão) será representado pelo esquecimento. Ninguém irá reparar as injustiças cometidas, mas todas as injustiças serão esquecidas.”

(Milan Kundera - A brincadeira - 1967)


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sobre:
A idéia por trás deste blog é ilustrar em torno do que elucubra por natureza e imediatamente apetece. Demonstrar através de beings, imagens e pensamentos, um olhar lúdico que por um espasmo surge com criatividade. O objetivo é tirar do senso, desrobotizar padrões e comportamentos, colidir a cultura de massa, iluminar tendências 1 e 2.0, suscitar o design como arte, a música como expressão e não produto e, por fim, apresentar minha entrega à poiesis.
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